No último Mamada ou Cagada de 2017, recebemos o pai da Anita e da Aurora, o autor Marcos Piangers, para falarmos sobre relógios inteligentes, vídeos na internet e sobre como falar com as máquinas!


Conheça o Papai É Pop:

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Comentado neste programa:

  • Alemanha proíbe venda de smartwatch para criançasA Alemanha acaba de proibir a venda de smartwatches voltados para crianças. O motivo seria que o órgão que regula esse tipo de dispositivo no país entendeu que os relógios inteligentes podem ser usados como aparelhos de espionagem não autorizados.

    Anteriormente, o país já havia banido a comercialização de uma boneca chamada My Friend Cayla, porque ela, ao se conectar à internet, poderia fornecer dados sobre a localização da criança. Agora, especialistas temem que essas decisões ameacem o avanço da “Internet das Coisas” no país, mas outros acreditam que a decisão seja algo positivo.

    “Os dispositivos inteligentes mal protegidos geralmente permitem a invasão de privacidade, e isso é realmente preocupante quando se trata de relógios com rastreamento GPS para crianças – pois os próprios relógios deveriam ajudar a mantê-las seguras”, opinou Ken Munro, especialista em segurança da Pen Test Partners, citado pelo portal Canal Tech.

     

  • Como falar com as máquinas?Tem muita gente preocupada com um novo fenômeno. Crianças estão interagindo cada vez mais com assistentes de voz, dispositivos criados para executar instruções e até mesmo conversar com o usuário em linguagem natural.

    No entanto, a comunicação com esses dispositivos é sempre na forma de comandos: “Apague as luzes”, “toque uma música” e assim por diante. Palavras fundamentais para a comunicação humana, como “por favor” e “obrigado”, ficam de fora da comunicação.

    Com isso, muitos pais estão notando uma deseducação dos próprios filhos. Acostumados a conversar com as máquinas como senhores absolutos, acabam trazendo o mesmo hábito para as interações humanas. Por exemplo, gritando ou dando ordens para os pais, amigos e professores, como se eles também fossem assistentes virtuais robotizados.

    Esse problema tem despertado a atenção de especialistas em educação e também das próprias empresas de tecnologia. Faz sentido. Há muito a ser pensado com relação aos assistentes virtuais. Uma pesquisa recente mostrou que, quando o assistente virtual opera por texto (chatbot), 35% assumem uma persona masculina, 30%, uma persona feminina, e 35% são neutros.

  • Crianças movimentam o mercado de canais de vídeos na internetA nova brincadeira das crianças é imitar quem faz vídeos na internet. Tem até escola para ensinar crianças e adolescentes a criar e editar vídeos. A que o Pequenas Empresas & Grandes Negócios visitou faz parte de uma rede de franquias com 76 unidades em operação no Brasil e Portugal.

    Para algumas crianças, essa brincadeira acabou virando profissão. É o caso da Bibi Tatto, que fatura com os vídeos, já lançou dois livros, tem uma loja e fatura também com eventos.

    E se tem gente faturando com vídeo na internet e criança querendo aprender a fazer o mesmo, tem empresário que já pensou em estruturar um curso para ensinar essa garotada a fazer conteúdo.

    A escola começou as atividades em 2015 com aulas de programação, robótica e tudo mais que envolvia tecnologia e inovação para crianças e jovens de cinco a 17 anos. No período das férias escolares, abriu cursos de vídeos para internet. E os donos se surpreenderam com a procura.“Foi um sucesso, houve uma demanda muito grande e hoje nossos alunos querem o ano todo fazer o curso de criação de conteúdo pro canal”, afirma Walter Fernandes, sócio e diretor da escola.


Músicas do episódio:

  • Hakuna Matata – Leo Moracchiolli
  • Killing in the name of  – Leo Moracchiolli
  • Mínimo 5 – Rafael Cabral

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